Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um dos transtornos mais diagnosticados e estudados na atualidade. Devido sua alta incidência de casos clínicos na população.
O TDAH é uma disfunção manifesta por sintomas persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade, com prejuízos funcionais, comprometendo as funções de memória, atenção, autorregulação, planejamento e relações interpessoais.
As causas são multifatoriais, como: genética, neurobiológicas e ambientais. O diagnóstico é fechado por um médico psiquiatra ou neurologista, e as hipóteses diagnósticas podem vir dos pais, da escola e de profissionais que acompanham a criança. Não há um exame laboratorial específico e sim, uma avaliação clínica, onde pode haver entrevistas, observação dos comportamentos, história de vida pregressa e aplicação de testes neuropsicológicos. Comportamentos de inquietação e desatenção podem prejudicar a aprendizagem e outros aspectos na vida do individuo.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) e a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento (CID- 10), classificam o TDAH como um transtorno do neurodesenvolvimento. Uma pessoa é diagnosticada quando seis ou mais dos sintomas de desatenção, seis ou mais de hiperatividade e impulsividade estiverem presentes e persistirem por no mínimo seis meses, com prejuízo funcional, apresentado em dois contextos diferentes, como por exemplo, no caso de crianças, no ambiente escolar e doméstico. Com prevalência em meninos, as meninas tem uma incidência menor e apresentam sintomas primários de desatenção. O TDAH não tem cura, porém com o avançar da idade os sintomas tendem a se atenuar e se estabilizar.
Sintomas
Sintomas de desatenção:
- Não prestar atenção a detalhes;
- Dificuldade em manter o foco em atividades, brincadeiras ou trabalho;
- Parece não ouvir quando alguém fala;
- Não consegue seguir instruções;
- Não conclui tarefas;
- Desorganização em gerenciamento de tempo e pertences;
- Evita atividades que demandam maior esforço mental;
- Esquecimento frequente de objetos e compromissos;
- Distrai- se facilmente com estímulos externos;
Sintomas de hiperatividade/ impulsividade:
- Agitar as mãos, pés e corpo;
- Correr ou pular em situações inapropriadas;
- Estar constantemente inquieto;
- Falar em excesso;
- Dificuldade em esperar;
- Responder antes mesmo que a pergunta seja concluída;
Impactos na funcionalidade e importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico e tratamento adequado são fundamentais para a funcionalidade do indivíduo, pois afeta o desempenho acadêmico, profissional e social da pessoa. Ao se diagnosticar uma criança ou adolescente com TDAH, o objetivo não é rotula-las e sim avaliar o prejuízo em sua vida.
Na fase infantil, pode afetar também o convívio social, visto que, a criança pode apresentar dificuldade em seguir regras, impulsividade e inquietação, que ocasionam rejeição social, podendo contribuir para futuros transtornos psicossociais, como: maior susceptibilidade à adicção, comportamentos agressivos e conflitos na adolescência e idade adulta.
A caracterização direcionada para o perfil desatento é a dificuldade em manter-se focado por mais tempo em uma atividade, e por muitas vezes a tarefa não consegue ser concretizada em tempo hábil. Já o perfil com predominância na hiperatividade, se traduz em movimentos estereotipados, sendo dificultoso para o paciente permanecer no mesmo local por um longo período. Com relação á impulsividade são respostas verbais e comportamentais imediatas.
O conhecimento sobre o transtorno e o diagnóstico precoce é de extrema importância, pois reduz estigmas e auxilia no controle dos principais sintomas, dando maior suporte e qualidade de vida aos que necessitam.
Tratamento:
O tratamento é multidisciplinar a depender do grau de sofrimento e prejuízo do indivíduo. O uso de medicamentos como estimulantes para a atenção ou não estimulantes nos casos de hiperatividade e impulsividade. Psicoterapia para ajudar o sujeito a entender e reconhecer os comportamentos, para conseguir modifica-los. Intervenções de um profissional psicopedagogo, com adaptações ao ambiente escolar. Orientação e treinamento aos pais, para ajuda-los a entender, lidar e acolher o filho.